Precisa-se de jardineiro
No campo da educação hoje encontramos uma grande separação entre teoria e prática, muitas vezes se fala de realidades completamente desconhecidas e desacreditadas na caminhada docente. Muitos são meros locutores de palavras sem vida, de fato não crêem na funcionalidade de uma educação libertadora.
...Um Jardineiro estava limpando a terra e adubando, passava os dias tratando da terra, as mãos sujas e calejadas de tanto mexer com a terra, via a sujeira e a retirava com cuidado para não ferir minhocas que estavam nela, o jardineiro entendia que a vida sempre devia ser respeitada e que ao preparar a terra para semear e gerar mais vida, deveria estar sempre cuidando com muito carinho de onde seria gerados: árvores, flores e frutos, os frutos geradores de vida, de mais vida...
Ao lado do jardim havia um palestrante que por horas discursava sobre a beleza das rosas e do perfume que elas produziam, do valor das flores e da vitalidade necessária oriunda das árvores e de seus frutos. Falava também da necessidade de se “construírem” pomares e jardins que trouxessem uma maior perspectiva de vida, saúde e beleza para todos, mas suas mãos eram lisas, limpas e delicadas, suas roupas claras e bem trajadas, seus sapatos finos de couro animal que discordava de parte do seu rebuscado vocabulário.
De repente os seus olhares se entrecruzaram e os dois pensaram que faziam à mesma coisa, ambos com a natureza e as flores se encantavam e celebravam a vida, apenas uma coisa os diferenciavam, enquanto um com teorias tratavam, o outro com sua mãos as criava ...
Sua participação com a educação pode ser tão-somente teórica ou, intensamente prática.
Ione Lobo


